SANTO DIAS DA SILVA: 47 ANOS DE MEMÓRIA, LUTA E RESISTÊNCIA.
- 31/10/2026
30 de outubro de 1979 – 30 de outubro de 2026
Nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, a comunidade relembra os 47 anos do assassinato de Santo Dias da Silva, trabalhador metalúrgico, líder sindical e militante das causas sociais, cuja história permanece viva na memória dos movimentos populares de São Paulo.
QUEM FOI SANTO DIAS?
Santo Dias da Silva nasceu em 22 de fevereiro de 1942, em Terra Roxa, interior de São Paulo. Filho de uma família humilde de trabalhadores rurais, desde cedo conheceu as dificuldades da vida no campo. Trabalhou como lavrador, colono, diarista e boia-fria.
Em 1961, após participar de uma mobilização por direitos trabalhistas, sua família foi expulsa das terras onde trabalhava. Santo veio para a capital paulista, onde se tornou operário metalúrgico e passou a atuar na organização dos trabalhadores.
Casado com Ana Dias e pai de dois filhos, Luciana e Santo, construiu sua trajetória também junto às comunidades da Zona Sul de São Paulo.
Participou da Pastoral Operária, das Comunidades Eclesiais de Base da Vila Remo, do Movimento Contra a Carestia, da oposição sindical metalúrgica e do Comitê Brasileiro pela Anistia.
O ASSASSINATO E A MEMÓRIA
Em 30 de outubro de 1979, durante uma greve dos metalúrgicos, Santo Dias participava de um piquete em frente à fábrica Sylvania, em Santo Amaro, quando foi atingido por um disparo de um policial militar. Tinha apenas 37 anos.
Sua morte provocou grande comoção popular. No dia seguinte, milhares de pessoas participaram das homenagens e do cortejo fúnebre, que passou pela Catedral da Sé, em São Paulo.
A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos reconheceu a responsabilidade do Estado brasileiro por sua morte.
CELEBRAÇÃO NA COMUNIDADE – 30/10/2026
Os atos de memória e celebração realizados em homenagem a Santo Dias representam a continuidade de uma história construída com participação popular, organização comunitária e defesa dos direitos humanos.
Relembrar Santo Dias é também reconhecer a importância dos trabalhadores, das lideranças comunitárias e das pessoas que dedicaram suas vidas à luta por dignidade, justiça social e democracia.
Seu nome permanece presente na Zona Sul de São Paulo, especialmente nas comunidades que conheceram sua caminhada e mantêm viva sua história.
Santo Dias da Silva: uma vida dedicada à dignidade humana, à organização dos trabalhadores e à solidariedade comunitária. Sua história não pode ser esquecida.
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